Livre de (res)sentimentos
quarta-feira, janeiro 27, 2016
Depois de todos esses meses, não me pego mais fitando suas fotos. Não vasculho suas redes sociais de madrugada. Também não choro para minhas amigas sobre o que aconteceu com a gente. Na verdade, não choro mais para ninguém. Eu não fui uma mulher deixada para trás pelo homem que foi pra guerra, então por que deveria passar noites em claro, me preocupando por e com nós dois e mesmo sem querer admitir a ninguém, por você, pelo que você estaria fazendo naquela sexta a noite por aí, com alguma outra garota ou com alguns outros amigos que não os nossos. Porque, afinal de contas, você nunca significou tanto para mim, nem eu para você. E eu 'tô feliz em dizer que não me importo mais, que não você estar ou não estar aqui não muda absolutamente nada. Afinal de contas, não foi real e, não sendo real, não deveria martirizado o fim. Você não foi um monstro. Eu não fui uma vítima. Por isso, não sinto mais raiva. E com isso, quero dizer que não mais receberá aquelas mesmas reações ordinárias e teimosas em desviar de curso ao te encontrar, em aproveitar cada oportnidade para deixar claro meu desgosto, em revirar os olhos cada vez que abre a boca. Mas, acima disso tudo, chega de me esconder. Você não merece que eu me torne alguém diferente do que sou, não merece minha piora, não merece minha recaída. E, não importa o que possa parecer, eu estarei fazendo piadas com tudo, conversando sobre futilidades por perto, acidamente irônica em qualquer oportunidade que puder. Seria uma bela ilustração para o "dar a cara a tapa", porque essa sou eu. E não deixaria que você ou ninguém mudasse isso. Porque essa garota, com todos as suas qualidades e defeitos, é um belo conceito. E ninguém pode destruir uma ideia. E nem ver que um dia já destruiu (porque não destruiu). Por isso, chega desse joguinho de ódio. Porque eu não te odeio mais. Não sinto mais pena. Não sinto mais nada, nem indiferença. Sinto que você é alguém que eu conheci e desconheci, mas acima disso que passou.



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