Tão clichê. Não era você.

quarta-feira, junho 10, 2015


     Foi tão doce. Metamorfose ouvida à alvorada, no meio da calmaria da trovoada. Arranha, mas acha que ganha. Na onda não tão leve da vida que não é retomada. Não era parte da melodia, mas estava atada. Estranha, apanha, mas aprende que ganha. No meio da ladainha, a verdade prateada. Não era rainha, só mais uma sedada. Barganha, façanha, artimanha e virou só campanha.
     Foi menos que um realce. O jeito que soltou a âncora, não parecia dele. Não esperou a alvorada, como se o dia fosse aquele. Norteando, mas pressionando. Ironia sonora sentida na pele. Não tinha chegado a hora, mas me colocou no tímele. Mudando, desbotando e só murchando. Reclamou da demora e só era impele. Toda aquela metáfora, desapareceu com ele. Mensurando, superestimando, subtraindo, quando na verdade estava velando.

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